Foi até o balcão cambaleando. Queria ver o cardápio. Não mostrou reação diante da negativa da atendente. Não temos mais cardápio aqui. Você pede e eu vejo se eu tenho.
–Vodka?
Precisava do cardápio pra isso? É praticamente a única coisa que sobrou depois que nos trancaram aqui.
Sabia disso. Ninguém precisava lembrá-la. Afastou-se do balcão e foi embora.
Andou mais dois quarteirões e parou em outro bar. Este menor, com dois homens na calçada que riam alto. Em tempos como esse, o som de uma risada soava como um ofensa, pensou. Seguiu até encontrar outro bar. Esse ainda pior. Decidiu entrar.